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UM PASSO À FRENTE

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A minha história com a moda começou antes mesmo de eu nascer. Na barriga da minha mãe, costureira, trabalhando debruçada sobre uma máquina até o dia de me trazer ao mundo. Cresci entre rolos gigantes de tecido e meu primeiro brinquedo favorito era um cone de linha. Com 7 anos eu bordava como uma senhorinha habilidosa e costurei minha primeira peça de roupa aos 11 anos, totalmente sozinha e sem nenhum incentivo, já que minha família não queria mais uma geração de costureiras ('uma vida muito sofrida,' elas diziam com toda razão).


Meu primeiro ingresso na faculdade foi no curso de design de moda, que infelizmente não pude concluir. Minha veia empreendedora _mais forte do que a fashion_, fez de mim uma orgulhosa "dona de lojinha" aos 15 anos, e com 22, dona de loja online de roupa feminina. Com 32 lá estava eu novamente tentando.. Não com a sensação de ter fracassado muitas vezes, mas com a certeza de que valeu testar muitas maneiras que não dão certo. Não peço desculpas por ser uma otimista incansável e não peço licença para acreditar que cada novo passo que eu dou, me leva mais pertinho dos meus objetivos.


Mas porque eu estou te contando isso tudo? Pois bem, essa semana eu postei sobre a Semana de Alta Costura que aconteceu em Paris e recebi muitas mensagens, o que me surpreendeu, pois eu tinha receio de que meus amigos, de áreas tão distintas, se interessariam pelo assunto. Mas um direct específico, de uma pessoa que como eu, também empreende, me levou a querer escrever esse post.. Se você empreende em moda ou apenas já entendeu que seu estilo reflete, e muito, na sua imagem pessoal, esse post é pra você.


Essa foi a mensagem que eu recebi:



O papo acabou sendo ótimo e longo, e eu me dei conta de que seria muito válido falar sobre isso aqui.


Acho que muita gente acredita que só quem estuda moda ou é podre de rica deveria se interessar pelos grandes desfiles, mercado de luxo e alta costura.

Mas não!

Se você empreende na área, precisa parar de pensar assim agora! E eu vou te mostrar o porquê.




Conhecimento é poder. Em um mundo cada vez mais Prêt-à-Porter (pronto pra vestir), conhecer o universo da Haute Couture e seus lentos processos de criação artesanal pode ensinar muito para nós, pequenas empreendedoras e consumidoras.


Nós somos o slow fashion. Querendo ou não, nossos processos de concepção de estilo são lentos. Seja produzindo para o seu pequeno negócio ou construindo seu guarda roupa pessoal. Então nós, mais do que ninguém, precisamos estar sempre muito atentas e ter uma visão ampla sobre toda a cadeia fashion. Por que?



Vocês lembram da cena no filme O Diabo Veste Prada em que Andy (personagem da Anne Hathaway) ganha uma verdadeira aula sobre a relação entre a sua escolha pelo suéter azul que está usando e as escolhas na qual a equipe à sua frente está trabalhando e sendo julgada por ela? Pois bem, clica ali no vermelhinho, assiste e volta aqui pra gente falar mais sobre a super dica que a Miranda Priestly (personagem de Meryl Streep) deu ali pra todas nós.


É isso! O que aparece hoje no mercado de luxo vai influenciar diretamente no que irá aparecer em todas as vitrines do mundo daqui um tempo. Por isso, quanto mais atentas e informadas sobre esse universo, mais seremos capazes de prever o futuro. Assim podemos saber em quais itens investir ou abandonar antes que caiam em graça ou desuso.


Pra mim que, além de consumidora lenta (dou muito valor aos meus suados boletos.. hahah), tenho uma marca, cuja produção de uma coleção leva em média 3 a 4 meses, é imprescindível obter todo conhecimento que eu puder. Hoje eu ainda estou engatinhando nesse universo infinito de aprendizado e as próximas coleções da Lumin muito provavelmente não terão muita ousadia, mas eu espero muito em breve ser capaz de criar uma marca rica em conhecimento, cheia de tendências e sempre um passo à frente.



E se você está aí pensando "Mas eu não sigo tendências..", deixa eu te contar que eu também já pensei assim, mas a verdade é que todas nós seguimos. Em maior ou menor intensidade, todas nós somos submetidas à tendências. Seja a Anna de 20 anos atrás fazendo suas próprias pulseirinhas de miçangas ou a Anna de daqui mais 20, comprando nas grandes maisons (um passo à frente pra sonhar também hahahah), de alguma forma a gente acaba aderindo.


Pra continuar caminhando comigo, me segue também lá no instagram @annadefranco ! E me conta mais sobre a sua relação com a moda e suas expectativas para as próximas estações.. E se você também empreende e quer um modelo lindão de ficha técnica para produção das suas peças, me manda uma mensagem que eu te envio!



Até o próximo post!

Beijinhos,

Anna.